terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS!!!

[y_jul42-707048.png]Aos amigos, alunos e colegas desejo um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações, saúde, amor e ética!!!

Aos que me deram o prazer da convivência em sala de aula neste ano de 2011, agradeço de coração. Espero que nos reencontremos em 2012.

Aos meus pacientes e seus familiares, agradeço a confiança, as trocas e as conquistas.

Ao meu marido e à minha filha, meus irmãos e meus pais, meu amor eterno!!!

Que venha 2012 e que Deus continue nos abençoando sempre!!!

bjs e até a volta das férias!!!

Luciana

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Juramento

Aos colegas psicólogos, gostaria de oferecer um momento de reflexão:


Conselho Regional de Psicologia:

Art. 3º - Fica estabelecido o seguinte texto para o juramento:


"Como psicólogo, eu me comprometo a colocar minha profissão a serviço da sociedade brasileira, pautando meu trabalho nos princípios da qualidade técnica e do rigor ético. Por meio do meu exercício profissional, contribuirei para o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão na direção das demandas da sociedade, promovendo saúde e qualidade de vida de cada sujeito e de todos os cidadãos e instituições."

Admiro aqueles que honram o que juramos na formatura. Façamos da nossa profissão, uma referência de admiração, respeito e acima de tudo, amor aos que no sofrimento nos procuram. Amemos intensamente nosso próximo!!! Respeitemos nossos princípios éticos!!!

abs

Luciana

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Experiência no Econtro Brasil Winnicott em Curitiba - 2011



Gostaria de compartilhar com vocês minha alegria de ter participado deste evento.
Foi maravilhoso encontrar pessoas tão generosas ao meu lado. Dois homens solidários, com demanda de amor pelo que fazem!!!
Agradeço ao José Outeiral pela ideia do convite. Sempre será minha referência na clínica de crianças e adolescentes!
Assisti apresentações maravilhosas!!! Vi gente levando a teoria winnicottiana para as instituições, principalmente para as escolas!!! 
Que venham os próximos encontros!!!
O mundo agradece!!!
abs

Luciana 

domingo, 11 de setembro de 2011

Turma A - Psicopedagogia Famesp 2011

Pessoal, hoje finalizamos esse módulo de 50 horas...como realmente o tempo passou rápido demais!!! Sinal que aproveitamos muito!!!
Como professora, fiquei orgulhosa ao observar o envolvimento, as parcerias e o interesse pelas aulas, mesmo as que ocorreram aos domingos...rsss
Parabéns para todos!!!
Continuem contando com a "Pro"...rsss
Lembrem-se sempre: demanda de amor por nossas crianças e adolescentes e muito acolhimento e orientação aos pais e professores!
Nos veremos pelo mundo, pelos corredores da Famesp!!!rsss
abs


Profa. Luciana

sábado, 3 de setembro de 2011

"Objetos Transicionais" - Contribuição de Winnicott na Psicanálise de Crianças

Olá pessoal! Estou finalizando um artigo sobre "Objetos Transionais". Será postado no blog em breve!!!




abs

Luciana

Seguem sugestões de leitura:



sábado, 30 de julho de 2011

Curso sobre Interpretação do Desenho Infantil, no Pieron SP, 29/07/2011

Olá pessoal, ontem tivemos uma turma fazendo o curso sobre "A Interpretação do Desenho Infantil", no Pieron SP.
Gostaria de agradecer a presença das 15 alunas participantes, entre novas e veteranas!!! rsss
Seguem algumas fotos, que ficarão na lembrança.
Abs.




Profa. Luciana

terça-feira, 19 de julho de 2011

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.... 

              Francisco  Buarque  de  Holanda
 

domingo, 26 de junho de 2011

Jean Piaget...uma citação!!!



“...desde o nascimento, o desenvolvimento intelectual é, simultaneamente, obra da sociedade e do indivíduo”. (PIAGET,1973, p.242).

Será que concordamos com essa citação de Piaget?
Sim concordamos. Nascemos com características inatas, herdadas de nossos pais e familiares. Somos constituídos também por aspectos biológicos. Porém, é na interação com o mundo em que vivemos que adquirimos a condição “humana”. Entendemos que os estágios propostos por Piaget, são descritos também levando em conta os aspectos de maturação do “homem”. Somos seres biopsicossociais. Negar o biológico e maturacional, nossa visão e de muitos, também seria uma erro.


A partir de um equipamento biológico hereditário, a criança irá formar estruturas mentais com a finalidade de organizar o caos de sensações e estados internos desconhecidos.
Piaget apresentou uma visão interacionista: a criança e o homem num processo ativo de contínua interação com o meio. Procurou entender quais os mecanismos mentais que o sujeito usa nas diferentes etapas da vida para poder entender o mundo.
Reconhecemos na obra de Piaget a base de conhecimento acerca do desenvolvimento cognitivo e psicossocial de crianças e adolescentes. Consideramos também, que Wallon, Vygotsky, Freud, Spitz e tantos outros, ampliam ainda mais nossa visão sobre a formação de sujeito.
Voltando a obra de Piaget, conhecer consiste em agir sobre o meio e transformá-lo a fim de compreendê-lo. A relação do ser humano com o meio é uma relação ativa, pois, ao mesmo tempo em que, o ser humano está sendo constantemente modificado, ele modifica o meio em que atua construindo, assim o conhecimento. O processo de desenvolvimento mental ocorre de maneira sucessiva através de estágios que ele definiu como: período sensório-motor; período pré-operatório; período operatório-concreto e período das operações formais.
Piaget afirma que, para a criança adquirir pensamento e linguagem, deve passar por várias fases de desenvolvimento psicológico, partindo do individual para o social. Encara as crianças como sujeitos ativos da sua aprendizagem. Para ele, o desenvolvimento ocorre com a seguinte organização: à medida que aumenta a maturação da criança, ela organiza padrões físicos ou esquemas mentais em sistemas mais complexos. Piaget afirmava que a adaptação é capacidade de adaptar as suas estruturas mentais ou comportamento de acordo com as exigências do meio; a assimilação será a fase em que a criança moldará novas informações para encaixar nos esquemas existentes e acomodação: mudança nos esquemas existentes pela alteração de antigas formas de pensar ou agir.
Por tudo isto, é imprescindível conhecer a teoria Piagetiana, para completar nosso conhecimento a respeito do desenvolvimento infantil, sendo inegável o valor de sua teoria dentro do campo da Educação.
Autoras: Luciana de Jesus Alves Davi
                 Renata de Jesus Alves

Maio/2011



domingo, 5 de junho de 2011

Cursos de Férias!!!

Olá Pessoal, estamos fechando as turmas para os cursos de férias no Pieron. Alguns deles, só teremos em julho e depois somente em 2012. Aproveitem!!!
Estamos também montando turma para o curso de Distúrbios de Aprendizagem, que acontecerá às terças-feiras à tarde. Várias alunas tinham pedido para que montassemos uma turma durante a semana, pois sempre temos esse curso aos sábados.
Essa turma de terça será também a última do ano. Depois, só em 2012.
Quem já fez esse curso, aproveite para colocar no Blog um depoimento sobre essa experiência!!!

abs

Profa. Luciana

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Frases do dia:

"O professor é aquele que faz duas ideias crescerem onde antes só crescia uma!"
(Elbert Hubbard)


"O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira."
( William Arthur Ward )

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aprendendo a ler e a escrever?


Luciana de Jesus Alves Davi (*)

Porque aprender a ler e escrever é um passo importante na vida de nossas crianças e jovens. Esse é o maior objetivo dos professores do ensino fundamental e muitas vezes, o mais complicado.
Várias são as vertentes, as teorias, as técnicas, porém, é cada vez maior o número de crianças com dificuldade na aquisição da habilidade de ler, escrever e soletrar.
Não podemos negar que há uma linha que une emoção e cognição em todas as atividades ligadas à aprendizagem formal e dentro disso, podemos pensar no processo de alfabetização dos alunos, ligado a essas duas áreas.
Lê e compreende um texto, quem aprendeu a fazer leitura do mundo que o cerca.  Também, quando se escreve, se insere um gesto no mundo, se concretiza um ato, que antes pode ter sido “desejo”. Escrevemos para concretizar idéias, comunicar o que pensamos, entendemos e sentimos.
Uma criança com baixa auto-estima, com sentimentos de desvalia, provavelmente não acreditará no seu potencial e terá a crença de que o que faz não será bem aceito pelo mundo, então, pode se negar a escrever, denunciando que se sente incapaz de realizar essa atividade adequadamente. Para outra criança da mesma idade, escrever ou ler pode ser prazeroso, a ponto de sentir-se valorizada por seu desempenho e a cada nova etapa, aceita novos desafios, apresentando boa auto-estima, sentindo-se capaz de apreender o mundo da leitura e da escrita.
Com esses exemplos acima, falamos da área afetiva ligada à produção da escrita.
Nos que diz respeito à cognição, para ler e escrever, temos que usar nossa percepção, discriminação visual e auditiva, memória, raciocínio, viso-construção, atenção e concentração, entonação da fala, processos de pensamento abstratos e concretos, conceitos lingüísticos, funções executivas, consciência fonológica, entre outras habilidades. Qualquer defasagem em pelo menos uma dessas funções provocará dificuldade de escrever ou de compreender um texto. Porém, todas essas habilidades cognitivas, são influenciadas pelas nossas emoções. Qualquer alteração emocional, provoca no corpo, uma alteração. Exemplo, a ansiedade desorganiza áreas atencionais e de planejamento.
Além de cognição e afeto, devemos ter em mente que as crianças usam a psicomotricidade e a consciência corporal para ler e escrever. Psicomotricidade que começa a ser estimulada ainda quando são bebês.
O desenvolvimento neuropsicomotor é fator fundamental para os futuros leitores e escritores( entendendo aqui, qualquer um que tenha adquirido a habilidade de escrever corretamente e não somente os escritores de livros e textos mais elaborados).
A alfabetização não começa no ensino fundamental. Ela se inicia, na pré-escola, no contato com a família, com a comunidade, no contato social onde as  crianças tem acesso a imagens, sons, símbolos, letras e movimentos. Uma criança que ainda não sabe escrever e soletrar seu nome sabe perfeitamente identificar símbolos sociais e comerciais, como por exemplo, o “M” do Mc’Donalds, o desenho da palavra “Nescau”, no rótulo do produto, o nome do seu time de futebol do coração estampado na camisa dos jogadores, os nomes dos personagens do vídeo-game e dos desenhos animados.
Para escrever, a criança também vive um processo social e viso-construtivo. Reconhece a grafia das propagandas na TV, nas ruas e também aprende primeiro a desenhar suas “garatujas”.
À  partir do círculo, das linhas, dos contornos, ela passa a entender que poderá produzir símbolos gráficos, conhecidos no contexto social. Assim, aprende que a leitura e a escrita são formas de comunicação e passa a se interessar por essa função social da linguagem.
Sabemos da importância da consciência fonológica para o processo de construção da leitura e escrita de crianças e jovens e hoje dispomos de excelentes recursos para atuar na clínica e nas salas de aula. Atividades de consciência fonológica podem e devem ser realizadas ainda na educação infantil, durante brincadeiras, através do lúdico.  
A consciência fonológica facilita não somente o avanço de crianças com distúrbios e dificuldades de aprendizagem, como daquelas que não tem dificuldade alguma.
A supervalorização de uma única via de acesso de informação (visual, por exemplo), prejudica o processo de aprendizagem da leitura e escrita. Atuações que façam mescla entre audição, visão e cinestesia, darão sempre melhores resultados.
O papel da família é fundamental, pois é no cotidiano que podem mostrar o quanto poder ser gostoso se comunicar dessa forma. Quando os pais apresentam para seus filhos formas de escrita diversas, como por exemplo, bilhetes, receitas culinárias, jornais, revistas, livros, bulas de remédios, calendários com rotina, cartas, e-mails, pesquisas na internet, entre outras formas, estarão mostrando que além de prazeroso, pode ser funcional saber ler e escrever.
Pensando em estilos cognitivos, cada um de nós tem o seu e isso não é diferente entre as crianças e os adolescentes. O educador precisa identificar na clínica ou na escola, qual o estilo cognitivo predominante em cada aluno, para entender o processo de aprendizagem e assim, se instrumentalizar adequadamente, para intervir, valorizando as características individuais de seus alunos.
Resumindo, precisamos encontrar formas, cada vez mais prazerosas de apresentar o mundo das letras para as crianças. Valorizando a subjetividade, as relações interpessoais e a construção de significados de cada um, com certeza encontraremos essas formas.
Talvez não a tecnologia somente, mas as experiências lúdicas, o brincar, a trocas afetivas, as experiências cotidianas, entrem mais profundamente do dia-a-dia das escolas e que todos nós, educadores, possamos entender, que a aprendizagem não se baseia somente nos livros didáticos, mas em qualquer lugar e recurso que permita que cada um de nós aprenda de maneira significativa.
Gostaria de finalizar esse texto, convidando vocês a refletirem sobre um escrito de Vitor da Fonseca:
“Todos, sem exceção, tem direito à organização do seu potencial cognitivo (e emocional) e a sociedade, no seu todo, tem o dever de promover...”


(*) Psicóloga, Psicopedagoga Clínica e Neuropsicóloga. 
Texto redigido para uso exclusivo no curso de intervenção psicopedagógica, no Instituto Pieron de Psicologia Aplicada, em agosto/2009.

A reprodução só poderá ser feita, com autorização da autora.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Aula Psicopatologia em 12.04.2011

Olá pessoal! Hoje tivemos a presença de duas colegas de profissão, apresentando casos reais, com diagnósticos de: Psicose Infantil e Tendência Anti-Social. Foi uma grande experiência para nosso grupo!!!
É uma alegria ver que duas companheiras de psicologia, que foram minhas alunas, estão seguindo caminhos tão belos!
Nádia, hoje somos amigas e fico muito feliz de ver que seremos parceiras na docência, algo tão importante em minha vida. Dividir sala de aula contigo, será um prazer!
Agradeço sua participação e da Cris. Foram extremamente gentis!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia de Luto...o Brasil chora!

Preciso dividir com vocês a dor dessa notícia de hoje. Crianças brutalmente assassinadas, executadas, dentro da escola, local que deveria protegê-las.
Que tristeza ver o caos social em que vivemos. Crianças vitimizadas, por um adulto perturbado, desde sua própria infância.
O que estamos fazendo para mudar essa realidade? O que cada um de nós na clínica, na escola, na sociedade, faz para mudar essa cruel realidade.
Crianças vítimas de adultos covardes, preconceituosos, sem moral!
Estamos desinventando a infância. Estamos massacrando os jovens.
E o que fazemos enquanto profissionais da saúde e educação? Levantamos e nos mobilizamos?
Será que defendemos verdadeiramente nossas crianças na clínica? Defendemos nossos pequenos infantes de adultos irresponsáveis, distantes, ausentes? Somos fortes suficientes para dizer  aos pais e educadores o que precisa ser dito? O psicólogo assume seu papel de agente da saúde ou se acovarda diante de situações como essa?
Bullying, eis o tema que também norteia essa tragédia. Uma criança, hoje adulto, que passara por situações de bullying em sua escola. Cresce com esse trauma, se isola, se despersonaliza e age, como forma de devolver ao mundo, notadamente a escola onde estudou, tudo aquilo que sente ter recebido durante a infância. O adulto que mata na escola, foi violentamente atacado nessa mesma escola, durante a infância. Será que fizeram algo na época, ou se acovardaram? Hoje algós, um dia já foi vítima.
Sabemos da gravidade da violência moral na escola e na sociedade. Nós psicólogos e educadores conhecemos as consequências graves de qualquer violência que o ser humano sofra na infância e o que fazemos? Orientamos pais, escolas, chefias, pessoas em geral?
Isso poderia ter sido evitado!!!
As crianças pedem socorro...clamam por viver com saúde, tranquilidade, educação e amor...amor de pai e mãe, de professor, do mundo. Será que amamos nossas crianças a ponto de protegê-las de tamanha violência?
Espero que essa situação além da dor, provoque reflexão. Falam na mídia sobre aumentar a "segurança" nas escolas. Clamo por "educação, demanda de amor". Clamo por adultos amorosos, fortes e coerentes.
Que angústia!!! Porém, sei que faço minha parte. Luto por aqueles que me solicitam ajuda. Acolho pais, professores, mas meu foco principal está nas crianças, que muitas vezes usam minha voz para poderem dizer e mostrar o que sentem!
Que Deus nos ajude e que acolha o coração de cada mãe e pai que perdeu seu filho nessa grande tragédia!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Para pensarmos...

FÁBULA


Conta-se que os bichos determinaram criar uma escola porque o meio em que viviam estava se complexificando em demasia e já não podiam viver socialmente bem, com seus instintos inatos.
Aqui temos a necessidade que dá origem à instituição educacional. Não podiam, com seus instintos inatos, enfrentar um meio que se havia complicado demais. Por isto precisavam de uma Escola para adaptá-los e prepará-los convenientemente para as novas estruturas do ambiente.
Foi escolhido um corpo docente ótimo, todo ele com grandes títulos universitários e boa experiência, de modo que isto envaidecia a todos.
Para esta Escola, sem muita preocupação com o meio ambiente, escolheram o seguinte currículo: nadar, correr, voar, galgar morros e superar obstáculos.
Os primeiros alunos foram o cisne, o pato, o coelho, o gato e o cachorro.
Começado o curso, cada mestre preocupado apenas com sua matéria dava-a a torto e direito, pois era assim que julgava que estava certo e que fazia jus a seus acadêmicos. Os alunos, ao contrário, iam se desencantando com tão almejada escola.
Vejamos o caso particular de cada aluno.
O cisne nas aulas de correr, de voar, de subir morros, apesar de todo esforço, era mau aluno. Tirava notas péssimas, mostrava os pés ensanguentados nas corridas e as asas com calos adquiridos na ânsia de voar alto e veloz. O pior era que com o esforço nessas disciplinas começara a nadar pior que antes, coisa em que era exímio.
O coelho por sua vez, padecia nas matérias de nadar e voar. Como poderia voar se não tinha asas? Mas ninguém poderia ficar dispensado de nenhuma matéria. Em se tratando de nadar, a coisa era igualmente difícil, se bem que um pouco menos que a anterior. O que o salvava eram as duas matérias anteriores, correr e galgar morros, pois suas notas em nadar eram de reprovação.
O gato tinha o mesmo problema do coelho, em se tratando de nadar e voar. Com respeito a voar, ele insistia em que se fosse o caso de vir de cima para baixo, ele podia ter relativo êxito. O professor, contudo, não podia aceitar esta condição, porque não estava de acordo com o programa oficial que deveria ser cumprido rigorosamente.
O pato, finalmente, era um aluno medíocre em tudo – Voava um pouco, corria mais ou menos, nadava até muito menos que o cisne. Claro, escalava até com certo desembaraço. Sua média geral era a melhor. Não tinha reprovações como o coelho e o gato. Por isso sua mediocridade em tudo o fazia sumamente brilhante na estatística final.
Foi assim, escolhido orador da turma, apesar de reclamação geral.
O coelho se queixava de correr e galgar morros muito melhor que ele; o cisne de nadar muito melhor. Cada um tinha sua queixa justificada a fazer. Um único fato deixou todos calados: ninguém tinha média superior à dele e por isto estatisticamente era superior a todos.



fonte: Centro de Recursos Humanos e Pesquisas Educacionais

“Prof. Laerte Ramos de Carvalho”


domingo, 27 de março de 2011

Educação, em busca de um saber significativo

Luciana de Jesus Alves Davi
Atualmente, muito tem se discutido sobre a importância da Educação, para a melhoria de todo o contexto social de nosso país. Sempre ouvimos: “a solução está na educação”.
Com certeza essa afirmação tem fundamento, mas penso em seguida: A solução está em que tipo de educação? O que oferecemos hoje para nossas crianças e adolescentes? Será que estamos formando cidadãos críticos, capazes de refletir sobre questões do cotidiano, que tenham autonomia e busquem essa melhoria social? Me parece que não.
Vivendo o dia-a-dia escolar, nos deparamos ainda com atitudes e ou intervenções que segregam, tolhem e/ou reprimem o “ser criativo”.
Pensando em solução baseada na educação, nos remetemos inevitavelmente a um termo que tomo a liberdade de copiar de alguns autores e principalmente de D.W.Winnicott e lanço para nossa reflexão, a escola deve  ser “Suficientemente Boa”, ou seja, deve oferecer para nossas crianças, um ambiente bom, que promova o conhecimento não só numa visão conteudista, mas em todos os seus aspetos. Uma Escola Suficientemente Boa, acolhe, nutre e colabora para que seus integrantes caminhem rumo à independência. Ela forma seres críticos, reflexivos, criativos e que através do gesto espontâneo, buscam conhecer a si próprios e o mundo que os cerca.
Estamos acostumados a conhecer escolas que promovem aulas completamente entediantes, onde o conteúdo é supervalorizado em detrimento ao que ocorre no cotidiano sócio-cultural de nosso país. Ainda se vê aula de 45 ou 50 minutos em que o aluno fica o tempo todo fazendo cópias de lousa, livros e textos, que muitas vezes, não lhes fazem nenhum sentido  e muito menos para o professor. No final do bimestre ou trimestre fazem provas, depois de terem decorado ou automatizado determinado conteúdo e recebem uma nota que fará parte do boletim anual desta criança ou deste jovem. A nota ainda é vista como mais importante do que o processo de construção de conhecimento. Como esses alunos chegaram a essa nota, muitas vezes não é importante. Como pensam, o que sentem, o que sonham e desejam em relação à escola, geralmente é “dispensável”. Nós, adultos determinamos o que as crianças ”devem aprender”.
Punimos a criatividade, a espontaneidade, talvez por medo do vazio, do novo e de supostamente ter que assumir a posição do “não saber”. Fazemos questionários para tentar tirar qualquer possibilidade de perguntas diferentes e com isso temos a sensação de segurança; como se o professor tivesse sempre que saber tudo e prever todas as variáveis em sala de aula. A relação ensinante-apredente que Alícia Fernández  tão brilhantemente valoriza, principalmente quando esses papéis se intercalam, na nossa sociedade fica estagnada, cada um grudado ou colado em seu lugar, sem que haja um movimento pendular e de troca, que tanto enriqueceria nossa relação enquanto ensinantes e aprendentes.
Conhecer de história, de geografia, de matemática é muito importante para todos, mas a supervalorização do conteúdo empobrece as possibilidades de circulação de conhecimentos diversos que ocorrem nas escolas. Relacionar, por exemplo,  o que se aprende de história ao que se vive no dia-a-dia é fundamental para que os alunos entendam porque devem estudar determinados temas. Eles, com isso, conseguem entender e se apropriar desse conteúdo e utilizá-lo de forma criativa, reflexiva.
J. Outeiral já diz há algum tempo que com a internet tão utilizada e diversificada nos dias atuais, o que o aluno não aprendeu em determinada aula, ele aprende apenas clicando o “mouse”. No entanto, o que se vive em termos de socialização, trocas e experiências existenciais, dentro do âmbito escolar, se for perdido, não tem volta.
Esse mesmo autor, em  2004  afirma:  “Eu diria que em primeiro lugar, a escola deve sustentar sonho, deve sustentar a utopia e o desejo. Eu quero dizer a vocês com isso, que a escola, de certa forma, seguindo a idéia da sociedade industrial, expulsou o prazer, a alegria de aprender da sala de aula. Por vezes, se confunde “seriedade no trabalho” com exclusão da alegria e do prazer. E muitas vezes os próprios professores não têm uma “paixão” suficiente para educar e uma alegria suficiente de estar em contato com os seus alunos. A escola tem que resgatar a capacidade de acreditar numa utopia. A utopia não precisa acontecer, a gente tem que desejá-la.”
Precisamos permitir que todas as pessoas que formam a escola, voltem a sonhar, a criar, a arriscar e a incentivar a espontaneidade, principalmente se concordamos com a visão de uma Escola Suficientemente Boa.
Na visão atual do que é a função da escola, tiramos também das crianças o direito de “brincar”. Já na pré-escola, por volta dos 05 ou 06 anos de idade, a criança houve dos adultos: “aproveite agora, porque quando você for para a primeira série, não vai mais ficar brincando, desenhando o tempo todo... vai é fazer prova, vai para uma escola maior, a professora não vai ser mais a tia e você não vai mais no parquinho, porque lá não tem”. Como se o brincar fosse algo dispensável também, que apenas distraísse as crianças. O brincar é muito mais do que isso e pena que tiramos de todos os que crescem o direito do brincar espontâneo, principalmente quando estão dentro da escola. Ouvimos atualmente até escolas defenderem a idéia de Recreio Dirigido, onde até na hora do lanche (apenas em média 15 minutos) as crianças devem ser orientadas sobre o que fazer e como brincar; mais uma vez tiramos a espontaneidade, o gesto, a criatividade, a possibilidade do aluno decidir sobre o que fazer pelo menos nesse tempo.
Mais uma vez, Outeiral comenta em 2004: “Quando alguém brinca, não é só desenvolvimento psicomotor. Quando alguém brinca, cria um vínculo. Onde se brinca a droga entra com mais dificuldade. Quando se brinca, a violência tem mais dificuldade de se impor. Eu diria a vocês, inclusive, que primeira posse da cidadania, a primeira assunção da cidadania não é quando se vota aos 16 anos. Quero dizer a vocês que eu penso que as primeiras posses da cidadania se dão quando alguém brinca. A criança que brinca verdadeiramente começa, então, a se tornar um cidadão. Por exemplo, no meu Estado tem uma multinacional, cuja sede é em Porto Alegre. O setor de Recursos Humanos dessa grande siderúrgica sabe que muitas pessoas com MBA, Mestrado em Administração e Negócios procuram emprego. Entretanto, o que falta é gerente que saiba brincar. E eles levam seus gerentes para ensiná-los a brincar, em seminários: a corrida de saco, subir em árvores. Por quê? Porque falta criatividade e espontaneidade.
A escola pode criar esse espaço de brincar, não para que eles passem a trabalhar para as grandes indústrias. Absolutamente. Mas para que eles construam e possuam cidadania. E diria, se vocês me perguntassem: bem, qual a idéia que tu queres nos transmitir de tudo que dissestes? A idéia que eu queria transmitir é essa: brincar é posse da cidadania. E os professores vão ter que re-aprender a brincar. Eu me arriscaria a dizer que os professores têm dificuldade, inclusive, de movimentar o corpo na sala de aula. A capacidade de brincar dos professores também é atingida.”
Estudar esses autores contemporâneos como Alícia Fernández, D.W.Winnicott, J. Outeiral e outros tantos que refletem sobre esses conflitos em relação á educação e a formação integral dos seres humanos, é fundamental para que comecemos a mudar a visão que nós educadores temos em relação ao processo de aprendizagem, afinal, fomos “educados” ou condicionados a fazer desse jeito que não está dando certo...
Falar sobre outras questões tão importantes no cotidiano escolar e social como: a função dos os pais de da família? Os distúrbios (TDA/H, Dislexia, Discalculia) e dificuldades de aprendizagem? A inclusão? Com certeza todos fundamentais, mas que merecem com certeza outros artigos que focalizem temas tão específicos...questões realmente fundamentais...e fica a idéia!

sábado, 5 de março de 2011

Construtivismo - uma breve reflexão

Construtivismo é uma teoria que tenta explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações variadas entre o indivíduo e o meio, entendendo que nada está pronto e acabado, e que o conhecimento não é tido como algo terminado. Vivemos desde bebês impregnados pela cultura, onde o próprio desenvolvimento da inteligência é produto desta nossa convivência social e cultural. Nenhum de nós constrói conhecimento sozinho, pois precisamos de parceria com outras pessoas, que mediarão nosso processo de aprendizagem, seja ele formal ou informal.
Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais. Esta teoria busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida. Na proposta construtivista, o aluno é o sujeito de sua aprendizagem, onde o conhecimento é tido como uma construção contínua gerado pelas interações entre os objetos do meio e o indivíduo, realizado por etapas em que a criança organiza seu pensamento e afetividade. Valoriza atividades de linguagem (rodas de leitura com conto, produção de textos espontâneos, com temas sugeridos pelos alunos ou pelo professor, teatro, mímicas, artes como forma de expressão de linguagem interna, entre outros).
A orientação individual também é importante, porque cada aluno dá seu próprio significado e tem suas próprias dúvidas. Aluno e professor podem e devem ter uma relação direta e próxima. O aluno participa ativamente do processo escolar e tem oportunidade de interagir com a escrita como objeto do conhecimento, é incentivado a encontrar as respostas, a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os colegas.
Neste método, o aluno entende que aprender, não é apenas copiar ou reproduzir situações prontas da realidade, pois a obtenção deste conhecimento é um resultado de sua busca por novas soluções e descobertas, criando situações que exijam o máximo de exploração, estimulando as novas estratégias de compreensão da realidade. O construtivismo também faz correções. O método enfatiza a importância do erro, não como algo que devemos apontar de forma a embotar seu pensamento e criatividade, pelo contrario, usá-lo como um trampolim no processo da aprendizagem. Não se pode esperar que o aluno descubra que errou, o professor é o mediador também deste processo.  A teoria construtivista é contrária à rigidez nos procedimentos de ensino, nas avaliações padronizadas e sistemáticas e a utilização de material didático que não possui sentido ao universo do aluno. Utiliza trabalhos em grupos, deixando que os alunos se reúnam espontaneamente e, se orientem por um tema de seu real interesse, cooperando entre si. Nesta situação o professor estimula a pesquisa e a autonomia por parte dos alunos, propondo problemas sem mostrar-lhes as soluções, evitando a rotina da escola tradicional.
A proposta construtivista possui pressupostos básicos: a existência de fases inerentes ao desenvolvimento da criança e a interação do sujeito com o ambiente. Entende que cada indivíduo constrói seu próprio processo de conhecimento, em contato direto com o objeto, através da assimilação/acomodação que o próprio objeto e a atividade da criança determinam. Entende-se por assimilação como um processo mental pelo  qual  se incorporam os  dados das experiências aos esquemas de ação  e aos esquemas existentes, ampliando seus repertório. É um movimento de integração do meio no organismo, onde utiliza as estruturas que já possui. Já a acomodação é um processo mental pelo qual os sistemas existentes vão modificar-se em função das experiências do meio, é importante dizer que a acomodação não é determinada pelo objeto e sim pela atividade do sujeito sobre este para tentar assimilá-lo.
Não se pode esquecer que, para Piaget, a aprendizagem só tem sentido na medida em que coincide com o processo de desenvolvimento do conhecimento, com o movimento das estruturas da consciência da criança.
Entendo que o construtivismo na Educação poderá ser a forma teórica ampla que reúna as várias tendências atuais do pensamento educacional, pois a insatisfação com um sistema educacional tradicional em continuar essa forma de transmissão de conhecimento, onde a escola insiste em fazer repetir, copiar, aprender, ensinar o que já está pronto, ao invés de fazer agir, interagir, criar, construir a partir da realidade vivida por alunos e professores. A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento onde temos de um lado, os alunos e professores e, do outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído.
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a curiosidade, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos do ser humano. A partir de sua busca, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo, sendo criados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente no decorrer de sua vida. O aluno percebe-se autor de transformação de si e do meio em que vive.  
Piaget e Vygotsky, ambos construtivistas, defendem a idéia da inteligência construída através das relações do homem com o meio. Eles se opõem ao empirismo (inteligência como produto apenas da ação do meio sobre o sujeito) e ao naturalismo (parte da idéia que todos nós já nascemos com a inteligência pré-formada). Quanto à sequência dos processos de aprendizagem e de desenvolvimento mental se diferem. Para Vygotsky, o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis. Piaget, ao contrário, defende que é o desenvolvimento progressivo das estruturas intelectuais que nos torna capazes de aprender através dos estágios de desenvolvimento que interage com o ambiente nas diversas faixas etárias (estágios: sensório-motor (0-2 anos), pré-operatório (2-7 anos), operações concretas (7-11,12 anos) e operações formais (12 anos em diante). 
Emília Ferreiro diz que as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. Conhecer e construir são ações que necessitam de projetos de assimilação e acomodação, num processo estável de reorganização, que é resultado da busca por aquele que interage com o meio. Neste processo, uma ação docente construtivista, é baseada nas condições concretas do aluno, no conhecimento de seu desenvolvimento, em sintonia com seus esquemas de elaboração mental, respeitando os seus pontos de partida e a sua individualidade dentro do contexto coletivo em que está inserido.
O construtivismo é hoje considerado uma tendência por algumas linhas pedagógicas e por outras, apenas uma proposta do trabalho, considerada ou não uma tendência, tem sido adotada por várias escolas. Os programas do ensino deverão ser integrados para que o aluno construa o seu próprio conhecimento baseado em experiências vividas, relacionadas à sua realidade. É uma proposta de passar os mesmos conteúdos da escola tradicional, de maneira diferenciada, revelando a sua importância, o seu significado e a sua função na vida. A forma como as matérias se organiza devem ser discutidas com os alunos, para que não vejam cada disciplina, como na escola tradicional, onde é dividida em matérias prontas e quando necessário, ele vai abrir a "gaveta" onde está armazenado todo o conteúdo “imposto” e sem sentido.
                                       
Entendo depois de toda esta dissertação que quando comparamos o método tradicional, ou outro tipo de método, com a proposta construtivista podemos verificar que o aluno alfabetizado pela proposta tradicional, muitas vezes, não consegue ver sentido na aquisição da aprendizagem e, fica sem significado real todo este processo. Por outro, lado o construtivismo faz o processo inverso.  Diante disso, a melhor saída seria interligar uma situação a outra, desta maneira chegaríamos  próximo ao ideal de educação que pretendemos. Porém, surge outra dúvida, como encontrar o meio termo para toda esta discussão? Como fazer com que o aluno escreva corretamente, veja significado e se sinta atuante neste processo educacional? Acredito que a resposta esteja no professor, pois é ele que deve ser intermediário de tudo isso, utilizando assim toda a sua criatividade e busca por métodos eficientes, desafiando  e incentivando o aluno, onde o colocará em situação do "desequilíbrio" e nesta busca o crescimento. Vai depender também da nossa formação, visão de homem e de processos de aprendizagem, mas principalmente de nossas “CRENÇAS”, que nem sempre nos darão respostas totalmente coerentes e sem questionamentos. É importante que nós educadores, tenhamos em mente, que não existem fórmula prontas e definidas a seguir. É nesta relação diária e conhecimento que podemos fazer junto com o aluno, o melhor método para que os resultados sejam positivos. O aluno diante de um desafio provoca a sua capacidade do pensar, mobiliza suas estruturas de inteligência e se vê atuante neste processo fantástico pelo saber.






autora: Renata de Jesus Alves. Professora de Educação Física do Ensino Fundamental I, da Rede Pública do Estado de São Paulo. Pós-Graduanda em Psicopedagogia, pela UNINOVE. Colaboradora deste Blog.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O CISNE NEGRO (filme)

Simplesmente maravilhoso!!! Que intenso, revelador da psiquê humana - luz e sombra o tempo todo. Bravo! Bravo! Bravo!
Nós, que atuamos na área da saúde mental e educação, temos obrigação de assistir um filme como este. No entanto, precisamos ter cuidado quanto à nosso próprio estado emocional. Mexe demais. Saí confusa, enfórica, maravilhada e sofrendo...mas inteira!!!
Sugiro que todos assistam e que possam depois, sentar com algum amigo da área para discutir os temas que aparecem fortemente na vida da personagem e no fundo, dentro de muitos de nossos pacientes e de nós mesmos.
Natalie merece o Oscar...sua atuação é simplesmente perfeita! Doação total à personagem.
Boa semana para todos!

Luciana

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Curso de Psicodiagnóstico

Meninas, fiquei de colocar a produção de vocês no blog, mas não consegui. Tentei fotografar, mas a imagem fica muito prejudicada, por conta do fundo branco da folha. Infelizmente não poderemos dividir essas produções dos grupos com os internautas...rsss...mas as trocas vivenciadas ao longo das aulas e na finalização do curso, continuarão guardadas nas nossas memórias e nos nossos corações. 
Espero revê-las em breve!!!
Deixo então uma mensagem que compartilhamos na despedida...

abs

Profa. Luciana

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Para refletirmos com o autor Freinet:

"Nos habituamos todos de tal forma a comandar as crianças e a exigir delas uma obediência passiva que não pensamos na possibilidade de haver uma outra solução para a educação que não seja a fórmula autoritária.
Suprima o pedestal, de repente você estará ao nível das crianças. Você as verá não com olhos de pedagogos e chefes, mas com olhos de homens e crianças, e com este ato você reduzirá seguidamente a perigosa separação entre aluno e professor que existe na escola tradicional". (C. Freinet)





segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Psicomotricidade e Aprendizagem Formal

A Psicomotricidade é uma prática pedagógica educativa, reeducativa e terapêutica. Tem como objetivo principal colaborar para o desenvolvimento global da criança no processo de ensino-aprendizagem, através da relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade, utilizando toda sua técnica para a estruturação do esquema corporal.
Através das mais variadas atividades psicomotoras lúdicas, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam, vivenciam e se relacionam consigo mesmas e com o mundo ao seu redor. As crianças buscam no brincar espontâneo e nestas vivências corporais, uma forma de organizar seu esquema corporal. 
Atualmente, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos, as brincadeiras e atividades lúdicas ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
É importante salientar que o movimento é a primeira manifestação na vida de todo ser humano, pois desde a vida intra-uterina realizamos movimentos com o nosso corpo, movimentos estes que vão se estruturando e tornam-se cada vez mais complexos, exercendo enorme influência no desenvolvimento humano global.
As primeiras evidências de um desenvolvimento mental normal são manifestações puramente motoras.
Diante disso, percebe-se a importância do trabalho da psicomotricidade e das aulas de Educação Física, no processo de ensino-aprendizagem. Ambas as áreas são campos de atuação nos aspectos afetivos e motores, simbólicos e cognitivos. As crianças usam o corpo para demonstrar o que sentem, já que muitas vezes não conseguem verbalizar suas emoções.
Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo”.
Entender os processos relacionados à motricidade e desenvolvimento infantil é de extrema importância para o planejamento pedagógico e psicopedagógico. Percebemos, nos dias de hoje, várias crianças apresentando dificuldades na aprendizagem e na maioria das vezes, como causa, observamos a inadequação de estimulação adequada desde a educação infantil, ou seja, crianças que chegam ao ensino fundamental I, sem o pré-requisitos básicos para o início do processo de alfabetização. Mostram-se desmotivadas e com dificuldade de brincar e usar o corpo como fonte de aprendizagem formal. Contudo, este quadro pode ser evitado e/ou alterado de forma muito positiva, se as instituições responsáveis pela Educação Infantil adotarem o "brincar" e o “movimento corporal” como recursos diários em seus planejamentos.
 A criança que tem o privilégio de fazer parte de uma Educação Infantil que enfatize as brincadeiras e o “brincar” espontâneo, certamente não encontrará dificuldades no processo de alfabetização e se tiver algum diagnóstico de distúrbio de aprendizagem, com certeza estará mais motivada e preparada para as experiências de aprendizagem formal. Em contrapartida, quando estas atividades são excluídas do cotidiano das pré-escolas, os danos se estenderão por boa parte ou infelizmente, por toda a vida escolar da criança.
O professor deve estar sempre atento às etapas do desenvolvimento infantil, colocando-se na posição de facilitador da aprendizagem e utilizando seu trabalho no respeito mútuo, na confiança e no afeto. 
AS CRIANÇAS AGRADECEM!!!
Postado por Renata de Jesus Alves. Professora de Educação Física, do Ensino Fundamental I da Rede Pública Estadual de SP. Pós-graduanda em psicopedagogia.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Distúrbios e Dificuldades de Aprendizagem

Pessoal, olá...estamos fechando nova turma para o curso de Distúrbios e Dificuldades de Aprendizagem, no Pieron São Paulo.

Aproveitem...será um prazer compartilhar conhecimentos e experiências!!!

As pessoas que já participaram e que seguem esse blog, sabem do grande significado que esse curso teve em suas práticas profissionais.

Trocamos informações, conhecimento, afeto e mudamos nossa forma de olhar "crianças e adolescentes" que podem aprender, mesmo que seja de uma maneira diferente.

Esse curso sempre me faz pensar na famosa frase de D.W. Winnicott, 1960: "Todo ser humano nasce com potencial ativo e criativo para se desenvolver".

abs e bom ano!!!

segue o link para maiores infs.: http://www.pieron.com.br/cursos_geral.php?id=da

domingo, 30 de janeiro de 2011

1a. turma do curso de Testes no Pieron, em 2011...
meninas, foi um prazer estar trocando experiências com vocês!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Será que todo aluno inquieto, que “atrapalha” a aula e fala demais é portador de TDAH?

Não podemos fazer tal afirmação, pois para ser diagnosticada como uma criança com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é necessário que se tenha um laudo de um especialista psiquiatra ou neurologista infantil. Psicólogos e Psicopedagogos colaboram muito no processo da avaliação, mas o parecer final é do médico. Uma equipe multidisciplinar deve avaliar e acompanhar a criança portadora deste distúrbio de comportamento.

TDAH é um transtorno de causas neurobiológicas, que aparece na infância e normalmente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza pelos sintomas: desatenção, inquietude, hiperatividade e impulsividade.

Existem três subtipos:  
1) Predominantemente Desatento
2)  Desatento e Hiperativo – Tipo combinado
3)  Predominantemente Hiperativo e Impulsivo – TDAH-I

Crianças do subtipo Predominantemente Desatento, comumente são vistas como “desligadas, vivem no mundo da lua”, porém, não atrapalham a aula.

Nos outros dois subtipos, onde o “não parar quieto” predomina, essas crianças costumam incomodar os colegas e com freqüência são punidos por professores. Não seguem ordens, conversam em horas impróprias, não entregam tarefas, etc.

O prejuízo no contato social é evidente nos três subtipos.

Vale salientar que nem toda criança inquieta, agitada ou que fala muito tem TDAH, pois crianças ansiosas também apresentam estas mesmas características.

É importante que antes de rotular uma criança, por não parar quieta ou prestar atenção, se investigue as reais causas desta agitação e inquietude. Muitas vezes, estas características apresentadas inicialmente, podem ser um pedido de “socorro” para algo que não esteja bem com a própria criança ou no âmbito familiar. Como ainda não consegue dizer o que sente, a criança pequena atua no ambiente, muitas vezes de forma inadequada, para denunciar que algo não vai bem.   

Crianças com TDAH mostram-se inquietas e tem dificuldade de manter foco atencional, mesmo que o emocional esteja bem. Não "usam" tais características para chamar atenção. Há no lobo pré-frontal uma disfunção que causa o TDAH e não desenvolvem o transtorno, por conta de questões emocionais.
Se você, como eu, trabalha com crianças, no âmbito escolar e/ou institucional, procure maiores informações. Se atualize sobre o assunto. As crianças agradecem...

Renata de Jesus Alves. Professora Efetiva de Educação Física, do Fundamental I da Rede Pública Estadual de São Paulo. Pós-Graduanda em Psicopedagogia, pela Uninove.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Jogo, o Brinquedo e o Brincar


Luciana de Jesus Alves Davi

Podemos dizer que jogar e brincar são sinônimos? Dependendo de como são utilizadas as duas palavras, responderemos que sim. A criança durante uma determinada atividade, pode estar brincando e jogando. Muitas vezes relacionamos a palavra “brincar” a brincar de casinha, carrinho, fantoches. Já o “jogar” relacionamos a jogos de regras, tais como: xadrez, dominó, dama, futebol, entre outros.
Brincar e jogar são equivalentes porque trabalham no campo lúdico do desenvolvimento infantil e ambos possuem regras que podem estar claras (explícitas) ou subjacentes (implícitas). Pensemos no jogo de xadrez; as regras são claras. Já para brincar de casinha, as regras podem estar implícitas e também explícitas, pois a criança pode ter que organizar regras para poder montar o ambiente e ao mesmo tempo, discutir com os amigos quem vai ser o papai, a mamãe, a babá, o filhinho. Os papéis sociais estão subjacentes à regra do brincar de casinha.
O brinquedo é visto como o objeto destinado a divertir uma criança. Ele é o objeto concreto que faz a ponte entre o mundo interno da criança e o meio externo. Para nós educadores, o brinquedo não se restringe somente aos industrializados que encontramos em lojas revendedoras, mas qualquer objeto que a criança estabeleça uma relação direta. Freqüentemente, a criança pode brincar com seu lápis de escrever, fantasiando que este se transformou em um microfone e começa a cantar; o lápis, neste caso, não deixa de ser um brinquedo.
Na realidade é importante ressaltar que o jogo ou o brincar são extremamente importantes para o desenvolvimento infantil. Nós, os adultos, muitas vezes, chegamos a desvalorizar tais atividades infantis, acreditando que servem apenas para a distração e diversão das crianças. Porém, são essas atividades que facilitam o crescimento e, portanto, a saúde da criança.
O brincar conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação. Nesse brincar está a verbalização, o pensamento, o movimento e a conscientização corporal.
A brincadeira traz a oportunidade para o exercício da simbolização que é por sua vez uma característica humana.
A criança brinca para: buscar prazer, expressar a agressão, para controlar a ansiedade, para estabelecer contatos sociais, para realizar a integração da personalidade e, por fim, para comunicar-se com as pessoas. D. W. Winnicott via a brincadeira, como uma prova evidente e constante da capacidade criadora, que quer dizer de vivência.
Pode-se observar, que crianças que se desenvolvem em ambientes que pouco estimulam o lúdico, quando entram para a aprendizagem formal, encontram grandes dificuldades de adaptação não só no campo das relações como nos processos de assimilação/acomodação de conceitos mais formais ou organizados; sua capacidade criativa torna-se diminuída.
Quando nos referimos aos jogos, principalmente aos já mencionados, estamos também falando dos jogos de regras. Através deles, a criança tem contato com regras que devem ser seguidas, que são pré-estabelecidas e podem também junto com o grupo, questionar as mesmas e até modificá-las, desde que todos concordem. Com isso, estão trabalhando a socialização, o respeito à opinião dos demais, ou seja, as relações interpessoais.
Atualmente, o material de sucata é muito utilizado, principalmente com populações carentes, onde os recursos financeiros são baixos. Com esse material, as próprias crianças constroem brinquedos e jogos, sendo sempre estimuladas as atividades criativas. Percebemos que freqüentemente, os brinquedos comprados prontos acabam por entediar a criança, que muitas vezes apenas coloca uma pilha no mesmo e fica olhando, sem poder interagir e explorar o objeto.
Ao brincar ou jogar, a criança constrói conhecimento. Para isto uma das qualidades mais importantes do jogo é a confiança que a criança tem à própria capacidade de encontrar soluções. Confiante, pode chegar às suas próprias conclusões de forma autônoma.
Portanto, o ato de brincar é importante, é terapêutico, é prazeroso, e o prazer é ponto fundamental da essência do equilíbrio humano. Logo, podemos dizer que a ludicidade é uma necessidade interior, tanto da criança quanto do adulto. Por conseguinte a necessidade de brincar é inerente ao desenvolvimento.
No brincar ou jogar, quanto mais papéis a criança representar, mais amplia sua expressividade, entendida aqui como uma totalidade. A partir deles, ela constrói os conhecimentos através dos papéis que representa, amplia ao mesmo tempo dois vocabulários – o lingüístico e o psicomotor – além do ajustamento afetivo emocional.
O ato de brincar pode incorporar valores morais e culturais. As atividades lúdicas devem visar a auto-imagem, a auto-estima, o auto conhecimento, a cooperação, porque estes conduzem à imaginação, à fantasia, à criatividade, à criticidade e a uma porção de vantagens que ajudam a mudar suas vidas, como crianças e como adultos. Sem eles a criança não irá desenvolver suficientemente as suas habilidades.
O modo como brincamos revela o nosso mundo interior, habilidades e desabilidades, proporcionando o aprender fazendo, entendido aqui por aquelas ações concretas de “fazer”. Por exemplo, quando brinca de mamãe e filhinho, a criança se apropria de algumas características desses personagens que são reais e os imita, ou seja, é a reprodução do meio em que a ela está inserida.
Podemos afirmar que a criança brinca desde os primeiros anos de vida. Primeiro ela começa a brincar com a descoberta de seu próprio corpo e do corpo da mãe, sendo que o objeto inicial percebido é o seio. Aos poucos e estando num ambiente suficientemente bom, ela passa a brincar e a interagir com outros objetos e pessoas, ampliando assim, o seu campo de relação com o mundo externo.
No brincar/jogar, ocorre o processo de troca, partilha, confronto e negociação, gerando momentos de desequilíbrio e equilíbrio, e proporcionando novas conquistas individuais e coletivas.
A criança que brinca, precisa ser respeitada, pois seu mundo é mutante, e está em permanente oscilação entre a fantasia e a realidade e isso é extremamente saudável.
Pena que no mundo dos adultos, o brincar se torne tão mais pobre, se bem que Winnicott já dizia que o brincar infantil prepara o indivíduo para o mundo do “trabalho adulto”.

Referências Bibliográficas
DIATKINE, & L. Significado e Função do Brinquedo na Criança. Por Alegre, Artes Médicas, 1988.
VYGOTSKY, L.S. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1998.
WINNICOTT, D.W. A Criança e seu mundo. Rio de Janeiro, Zahar, 1982.
*** Texto produzido como referência para grupos de estudos e aulas ministradas no Instituto Pieron de Psicologia Aplicada, São Paulo.